O Carvão que não se Lava: Onomástica Banto e a Clínica dos Espectros Coloniais

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Resumo

Este artigo propõe uma revisão crítica da metapsicologia psicanalítica clássica, confrontando-a com as especificidades do psiquismo africano, especificamente de matriz banto. O objetivo central é investigar como a onomástica e os traumas transgeracionais decorrentes do período colonial estruturam o sintoma na clínica contemporânea. A fundamentação teórica ancora-se na "Metapsicologia da Linhagem" de Sow, I. e nos conceitos de "Cripta e Fantasma" de Abraham e Torok, estabelecendo um diálogo com a obra de Fanon F. Metodologicamente, o estudo utiliza a "Arqueologia do Afecto" aplicada a dois estudos de caso: um focado na eficácia simbólica de interdições ancestrais (maldições) e outro na transferência colonial manifestada em conflitos conjugais. A análise da onomástica de linhagens como Wegya Kamulongwe e Mysula dya Calunga revela que o nome tradicional atua como um pilar ontológico de resistência, simbolizado pela metáfora "Makala katu kusukula" (o carvão que não se lava). Conclui-se que a descolonização da clínica exige a restituição do nome original e a pacificação dos ancestrais através da travessia simbólica de Calunga, reafirmando a imutabilidade da identidade africana frente às tentativas históricas de apagamento cultural.

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Como Citar
O Carvão que não se Lava: Onomástica Banto e a Clínica dos Espectros Coloniais. (2026). Revista Samanyonga, 4(2), 220-227. https://www.revista-samayonga.ao/index.php/inicio/article/view/223
Secção
Artigos

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O Carvão que não se Lava: Onomástica Banto e a Clínica dos Espectros Coloniais. (2026). Revista Samanyonga, 4(2), 220-227. https://www.revista-samayonga.ao/index.php/inicio/article/view/223