O mal-estar nas redes sociais: um olhar psicanalítico sobre a relação entre influenciadores e seus seguidores
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Resumo
Este artigo realiza um diálogo entre a Psicanálise e a Sociologia, com o intuito de analisar os impactos subjetivos presentes na relação entre o influenciador digital e seus seguidores, reconhecendo, em primeiro lugar, que, em função do intenso consumo de conteúdos provenientes dos sujeitos influenciadores, estes figuram como agentes modeladores ou norteadores das culturas digitais. O objetivo desta pesquisa é investigar como os influenciadores digitais participam do processo de construção de um ideal de eu em seus seguidores e quais implicações isso acarreta para o mal-estar contemporâneo. Como metodologia, este estudo realizou uma pesquisa de caráter bibliográfico nos âmbitos da Psicanálise e da Sociologia, mobilizando o pensamento de teóricos como Freud, Lacan e Bauman, os quais contribuíram para a compreensão das dinâmicas ocultas existentes no interior da relação entre influenciador e seguidores, bem como de aspectos históricos que convergem com tal fenômeno. As considerações finais ressaltam que, em consequência das massas digitais fomentadas pelos influenciadores, estes podem ser considerados agentes produtores de mal-estar para as subjetividades digitais, especialmente por exercerem uma influência que pode ser tida como regressiva, alienante e desvanecedora da singularidade. Além disso, levanta-se a hipótese de que sua influência possa provocar certos desvios de ordem psicótica ou perversa. Entretanto, devido ao caráter atual do nosso objeto de estudo, defende-se a necessidade de se produzir um estudo mais aprofundado acerca da figura do influenciador, propondo a realização de uma pesquisa qualitativa — por meio de questionários — a fim de verificar, de forma mais concreta, seus impactos subjetivos.
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