A CONSTITUIÇÃO ECONÓMICA DE ANGOLA: Desafios e Perspectivas na Promoção da Livre Iniciativa e no Combate à Concorrência Desleal

Contenido principal del artículo

António Jerónimo Avelino Henrique Dr. Pelemby

Resumen

Este artigo realiza uma análise crítica da Constituição Económica da República de Angola, instituída em 2010, com enfoque no paradigma qualitativo crítico-hermenêutico. A Constituição estabelece pilares fundamentais como a livre iniciativa privada, a concorrência leal e a justiça social, mas sua implementação enfrenta obstáculos diante de uma realidade socioeconómica marcada por informalidade dominante, instituições frágeis e cultura concorrencial limitada. Estudos oficiais indicam que aproximadamente 80% dos agentes económicos angolanos operam fora do sector formal, provocando distorções de mercado, evasão fiscal e desequilíbrio na aplicação dos princípios constitucionais. A pesquisa fundamenta-se no método tridimensional do direito de Reale, que articula facto (informalidade e práticas anticoncorrenciais), valor (justiça e solidariedade) e norma. O estudo incorpora triangulação metodológica, método comparativo de Mill e ecologia de saberes, permitindo ampliar o campo analítico e inserir práticas sociais ignoradas pelo discurso jurídico dominante. A investigação revela que a constituição económica, embora baseada em princípios universais, esbarra na ausência de políticas públicas eficazes e limitação da capacidade institucional de fiscalização. O comércio informal, como a venda ambulante, actua como meio de sobrevivência e factor de concorrência desleal. Sectores formais como telecomunicações enfrentam monopólios e barreiras à entrada, agravando a desigualdade. Comparações com países africanos evidenciam que Angola dispõe de menor institucionalidade regulatória. Frente a esses desafios, são propostas recomendações: revisão legislativa com participação multissectorial, fortalecimento da ARC com autonomia, fomento à literacia económica e articulação entre saberes jurídicos e populares. Conclui-se que a Constituição Económica só será eficaz se houver diálogo entre norma e realidade, promovendo inclusão e justiça concorrencial no contexto angolano.

##plugins.themes.bootstrap3.displayStats.downloads##

##plugins.themes.bootstrap3.displayStats.noStats##

Detalles del artículo

Cómo citar
A CONSTITUIÇÃO ECONÓMICA DE ANGOLA: Desafios e Perspectivas na Promoção da Livre Iniciativa e no Combate à Concorrência Desleal. (2026). Revista Samanyonga, 4(2), 7-22. https://www.revista-samayonga.ao/index.php/inicio/article/view/213
Sección
Artigos
Biografía del autor/a

António Jerónimo Avelino Henrique Dr. Pelemby

Mestre em Governação e Gestão Pública na Especialidade: de Gestão Pública e Administração Local pela faculdade de Direito UAN e Mestre em Direito na Especialidade em Estudos Jurídicos Avançados pela Universidade Europea de Atlántico de Espanha Santander e actual Doutorando em Direito Económico e da Empresa.

Cómo citar

A CONSTITUIÇÃO ECONÓMICA DE ANGOLA: Desafios e Perspectivas na Promoção da Livre Iniciativa e no Combate à Concorrência Desleal. (2026). Revista Samanyonga, 4(2), 7-22. https://www.revista-samayonga.ao/index.php/inicio/article/view/213

Artículos similares

También puede Iniciar una búsqueda de similitud avanzada para este artículo.